Drones, ciberataques e sabotagens a infraestruturas são as principais ameaças à segurança do Campeonato do Mundo de Futebol 2026, avisa a Prosegur

Lisboa, 15 de junho de 2026. A Prosegur, referência global em soluções inovadoras de segurança privada, apresentou uma análise sobre os riscos associados à realização do Campeonato do Mundo de Futebol 2026, um evento que reunirá, entre 11 de junho e 19 de julho, mais de 6,5 milhões de adeptos em diferentes estádios de futebol no México, Estados Unidos e Canadá. 

O relatório identifica um conjunto de ameaças físicas, digitais e operacionais que exigem uma abordagem híbrida de proteção integral, especialmente perante a crescente convergência entre os ambientes físico e tecnológico. 

Entre os riscos mais relevantes, o documento salienta a utilização indevida de drones, a gestão de grandes aglomerações de pessoas, os crimes de oportunidade, as fraudes associadas à venda de bilhetes e alojamentos, as sabotagens a infraestruturas críticas, os conflitos sociais e a ameaça terrorista. Tal como referido na análise, os eventos desportivos internacionais concentram grandes volumes de pessoas e uma elevada atenção mediática, o que aumenta a probabilidade de incidentes, tanto no plano físico como no digital. 

Um evento de máxima exposição exige antecipação e coordenação

A presença de milhões de adeptos, delegações internacionais, equipas técnicas e figuras de relevância internacional transforma o Campeonato do Mundo de Futebol 2026 num ambiente de elevada sensibilidade. Nesto contexto, locais como as imediações dos estádios, centros urbanos ou nós logísticos são particularmente vulneráveis a incidentes, tanto de cariz físico como digital. 

Nas palavras de Gonçalo Morgado, Diretor Geral da Prosegur Security em Portugal, “proteger um evento desta dimensão exige uma abordagem verdadeiramente integrada, na qual a tecnologia reforça o trabalho dos profissionais de segurança e em que o planeamento proativo, a inteligência operacional e a coordenação entre instituições são fundamentais para criar um ambiente seguro e resiliente.

A análise sublinha que os riscos atuais já não podem ser entendidos de forma isolada. A interdependência entre o mundo físico e o digital requer um modelo de segurança capaz de antecipar, detetar e responder a ameaças que se manifestam de forma simultânea e coordenada. Tendo isso em conta, a Prosegur aposta num modelo de proteção integral denominado Segurança Híbrida, uma abordagem que combina capacidades humanas e tecnológicas para proporcionar respostas mais eficientes, preditivas e adaptadas a um contexto de ameaças cada vez mais dinâmico e complexo. 

O relatório elaborado pela Prosegur Research sobre os desafios de segurança associados ao Campeonato do Mundo de Futebol 2026 identifica igualmente a cibersegurança como uma prioridade estratégica face ao aumento e à sofisticação das ameaças digitais no âmbito de grandes eventos internacionais. A análise alerta para o facto de o Mundial se tornar um alvo de elevado valor para agentes criminosos e grupos organizados, tanto pela sua dimensão global como pelo elevado volume de utilizadores, transações e serviços digitais envolvidos. 

No plano digital, entre os principais riscos abordados no relatório destacam-se os ataques de ransomware, a espionagem digital, as ameaças à cadeia de abastecimento, a exploração de vulnerabilidades em dispositivos conectados e ações de hacktivismo com motivações geopolíticas. A estas ameaças somam-se campanhas de phishing, fraudes relacionadas com bilhetes, viagens e alojamento, ataques a plataformas de streaming, malware e ações coordenadas de desinformação, que tendem a intensificar-se durante eventos de grande impacto mediático.