Sensor de movimento: como funciona e onde instalar

Um sensor de movimento é o que dá olhos a um alarme que só tem câmaras. A tecnologia mais usada em casas portuguesas chama-se PIR, infravermelhos passivos. Não grava imagem nenhuma. Regista a variação de calor à sua frente, e quando essa variação passa um certo limite dentro de um certo tempo, o sensor interpreta isso como movimento e dispara o sinal.

O sensor não sabe se o calor vem de uma pessoa ou de um animal de estimação. Sabe apenas que algo com temperatura diferente do ambiente se moveu dentro do seu campo de visão. É por isso que a escolha do modelo certo, com o alcance e a sensibilidade adequados à casa, conta tanto quanto o próprio sensor de movimento.

Tipos de sensor e para que serve cada um

Sensores de alarme dividem-se essencialmente em dois grandes grupos, os que cobrem o interior e os que protegem o perímetro exterior. Dentro do interior, o sensor de movimento volumétrico é o mais vulgar: cobre uma sala inteira ou um corredor de ponta a ponta, e é isto que a maioria das pessoas imagina quando pensa num alarme.

Há ainda o sensor de abertura, colocado em portas e janelas. Este não deteta movimento no ar, deteta a separação entre dois contactos magnéticos assim que alguém abre o vão, funcionando como primeira barreira antes de o intruso chegar perto de qualquer sensor de movimento interior.

Já o sensor de movimento exterior protege o jardim, a garagem ou a entrada do quintal. Tem de aguentar chuva e vento sem disparar a cada rajada, e a sensibilidade costuma ser regulável para ignorar um gato a passar ou um ramo a abanar. Um alarme com sensores bem montado combina normalmente estes tipos consoante os pontos de entrada da casa.

Onde instalar sensores em casa

Onde instalar sensores pesa tanto quanto a escolha do equipamento. As zonas de passagem obrigatória valem mais do que a área total da casa: o hall de entrada, o corredor central, o pé das escadas. Quem entra sem autorização tem de passar por ali, mesmo sem saber onde estão os objetos de valor.

Um sensor de movimento interior colocado a meio do corredor principal cobre normalmente mais espaço do que um sensor em cada quarto. As escadas merecem um cuidado à parte. Um sensor no topo ou na base cobre a única ligação entre pisos, e vale mais um sensor bem colocado ali do que dois espalhados por quartos que raramente ficam vazios ao mesmo tempo que a casa.

Pensar a deteção de movimento em casa começa por mapear estes trajetos, não pela vontade de cobrir todas as divisões ao mesmo tempo.

Uma janela virada a sul, com sol direto ao fim da tarde, provoca disparos por variação térmica, e o mesmo acontece perto de um radiador ligado ou de uma conduta de ar quente. Cortinas que se mexem com uma corrente de ar também enganam um sensor mal posicionado. Afastar o sensor de fontes de calor variável e de correntes de ar diretas resolve a maior parte destes casos antes mesmo de mexer em configurações.

Como reduzir disparos desnecessários

Ajustar bem a sensibilidade resolve a maior parte dos disparos indesejados. Um sensor de movimento com imunidade a animais até um certo peso ajuda muito em casas com cão ou gato, e programar zonas e horários de armar reduz o resto. Já explicámos isto com mais detalhe num artigo dedicado a falsos alarmes, vale a pena ler se for esse o problema principal em sua casa.

O sensor deteta, a central decide

Um sensor de movimento, isolado, deteta e mais nada. Não chama ninguém por conta própria. A deteção só passa a proteção quando está ligada a uma central recetora, que recebe o sinal, cruza a informação com outros sensores da casa e decide se avança para uma resposta profissional. É esse o papel de um alarme monitorizado, transformar um impulso elétrico num pedido de intervenção real.

O que acontece depois de um sensor disparar fica explicado com mais pormenor noutro artigo, quando um sensor dispara, onde detalhamos os passos entre a deteção e a chegada de ajuda.